• Toshio Shimada

    Irezumi os significados da arte das tatuagens japonesa

    Irezumi 入墨, muitas vezes com esse nome entende-se a tatuagem japonesa, mas na verdade um mestre nunca chamará o seu trabalho usando esse termo depreciativo, preferindo Horimono, embora também seja usado como um termo genérico para descrever uma série de estilos de tatuagem originários do Japão, incluindo tatuagem tradições do povo Ainu e do Reino Ryukyuan.

    Mulher Aino no Japão

    As formas de irezumi são aplicadas à mão, usando cabos de madeira ou bamboo e agulhas de aço presas nas pontas desses bastões. Este método também requer tinta especial conhecida como tinta Nara (também chamada sumi ); A tatuagem praticada tanto pelo povo Ainu quanto pelo povo Ryukyuan usa tinta derivada da planta índigo. Irezumi é um processo doloroso e demorado, praticado por um número limitado de especialistas conhecidos como horishi . 

    No início do período Meiji , o governo japonês baniu as tatuagens, e o irezumi assumiu conotações de criminalidade e delinquência como resultado, levando a um estigma considerável contra as pessoas com tatuagens e tatuagens no Japão.

    As tatuagens se tornaram algo que vemos todos os dias em pessoas quando andamos pelas ruas. Algumas pessoas têm designs muito impressionantes que chamam bastante atenção. Vemos alguns caracteres Kanji no corpo das pessoas e, geralmente, são apenas caracteres com “aparência de Kanji”. As pessoas costumam considerar as tatuagens japonesas uma arte, e muitos ocidentais as consideram fascinantes. No entanto, no Japão, apesar do boom da moda das tatuagens recentemente, as pessoas ainda têm uma impressão errada em relação a Irezumi . Por que?

    As diversas formas de como eram marcados os criminosos no Japão

    Na verdade, o Japão tem uma cultura de tatuagem muito antiga, provavelmente desde o período Jomon. As lindas tatuagens japonesas que agora conhecemos apareceram no meio do período Edo. Durante esse período, muitas pessoas se mudavam para grandes cidades como Edo (Tokyo) e Osaka. E com o crescimento da população, o número de crimes começou aumentou naturalmente. Durante o período Edo, não havia prisões até o desenvolvimento de grandes cidades como Osaka e Edo. Isso levou a um aumento da criminalidade e a punição para os infratores era amputação da orelha ou do nariz era a punição.

    E a tatuagem (Irezumi) começou a ser usada como um castigo para os infratores, substituindo a maneira cruel de amputação da orelha ou nariz, usado por não fácil de se livrar destas marcas na pele. A partir daí, a tatuagem começou a se espalhou entre prostitutas, operários da construção, jogadores e mensageiros como uma forma de rebeldia contra o sistema e se tornando um tipo de moda no submundo do Japão.

    Eles tatuaram criminosos na testa para que outras pessoas pudessem ver que cometeram um crime. Além disso, cada região tinha seu próprio símbolo e, com estas tatuagens, as pessoas sabiam onde essas pessoas aviam cometido seus crimes.

    O Japão realmente teve uma relação muito complicada com tatuagens ao longo de sua história. Ao contrário da maioria dos países ocidentais, onde as tatuagens são consideradas apenas uma forma de expressão ou decisões extremamente ruins, a sociedade japonesa geralmente menospreza a arte corporal moderna. Isso acontece apesar de ter alguns dos melhores artistas e técnicas do mundo.

    • A “pena de tatuagem” ou “Irezumi Kei”.

    A forma de punição para os crimes não violentos era uma tatuagem bem no centro da testa. Chamado de “pena de tatuagem” ou “Irezumi Kei”, as pessoas a recebiam por crimes relativamente menores, como roubo e furto. As pessoas classificaram isso como um tipo de punição corporal, junto com espancamento e torturas em publico.

    Normalmente, a expulsão da área acompanha a pena de tatuagem. Serviu como um impedimento por causa da dor de ter seu rosto tatuado. Além disso, exibiu publicamente os criminosos pelo resto de suas vidas.

    Além disso, tinha um propósito de manutenção de registros. O estilo de tatuagem é diferente em cada região individualmente. Dessa forma, as pessoas poderiam saber em que região o condenado cometeu o crime.

    Estas são as colocações mais comuns de tatuagens faciais:

    • A província de Hiroshima tatuava com o kanji de Inu ( cachorro );
    • Chikuzen (atualmente província Fukuoka), linhas tatuadas no braço cada vez que cometiam um crime;
    • Awa (atualmente província de Tokushima), linhas tatuadas na testa e no braço;
    • Takayama (agora província de Wakayama), pontos tatuados;
    • Hizen (atualmente província de Saga / Nagasaki), cruz tatuada, que significa “ruim”.

    O mais interessante é a província de Hiroshima. Cada vez que alguém cometia um crime, tatuava uma linha. Hiroshima tatuava isso. Na primeira vez, o criminoso passa uma linha na testa. Então, na segunda vez, ele consegue uma linha cruzando a primeira. A segunda linha é um pouco entalhada para a esquerda. Na terceira vez, eles adicionam outra linha à direita e um pequeno ponto do lado direito da primeira linha. E então se tornava um caractere de um kanji com o significado de cachorro em japonês.

    Outra parte do Japão fazia tatuagens nos braços dos criminosos. Muitos deles são linhas simples ao redor do braço.

    Mais tarde, as tatuagens se tornaram o símbolo da moda, demonstrando amor por alguém e dureza no cérebro dos japoneses. Eles inconscientemente mantiveram esse velho costume sobre tatuagens. Na verdade, muitas piscinas e banhos públicos não permitem clientes com tatuagens. Isso ocorre porque outros clientes podiam acreditar que a pessoa seria um criminoso ou parte de uma família Yakuza.

    A tatuagem no Japão aconteceu pela primeira vez durante os períodos Jomon e Yayoi. Durante esse tempo, as pessoas acreditavam que as tatuagens tinham uma importância mística. Depois disso, a cultura se afastou bem das tatuagens até o período Edo. Nesse período, voltou de uma forma muito diferente.

    Durante 1745, a tatuagem substituiu a amputação à medida que a sociedade se tornou menos sedenta de sangue e mais gentil. Isso continuou acontecendo ao longo dos anos com as tatuagens de rosto mudando para tatuagens de braço menos constrangedoras.

    Em 1872, o governo japonês recém-estabelecido aboliu a pena de tatuagem de uma vez por todas. Curiosamente, bem no meio de tudo, por volta do início dos anos 1800, a arte corporal se tornou a moda de repente. Isso aconteceu entre as pessoas comuns do Japão. Com o número de pessoas que adiria a tatuagens no Japão só aumentava e ate hoje em dia, podemos ver cada vez mais gente com tatuagens pelas ruas de Tokyo.

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  • kintaro,  Shimada Tattoo,  tattoo,  Tatuagem Asiática,  Tatuagem Japonesa,  Técnica Tebori Tatuagem,  Wabori Tattoo

    Kintaro

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    Sakata Kintoki, Sakata Kaidomaru ou Kintaro. (menino dourado). Nascido em meados de 956. Ano Tenryaku 10, na cidade de Nagahama, Sakata província de Shiga-ken Japão. Filho de criação da princesa Yaegiri, filha de Shiman-chouja da aldeia de Jizodo, próximo ao monte Ashigara. Foi amaldiçoada pelo poderoso dragão vermelho. A princesa Yaegiri, por causa de sua horrível aparência, decidiu se isolar na montanha Ashigara,  onde encontrou um bebê de aspecto avermelhado. O criou em total contato com a natureza, desde muito pequeno Kintaro, apresentava uma disposição e força incrível, seu passatempo favorito eram  lutas de sumo com os animais, pois até então Kintaro não tinha contato com outros seres humanos além de sua mãe.

    Todos  temiam encontrar pelo monte Ashigara, a princesa Yaegiri, que era conhecida por sua aparência como “A Bruxa de Ashigara”. Conta em sua lenda que após derrotar os demônios de Ashigara usando apenas uma machadinha. Caminhava para a fase adulta, levado por aldrões a presença de Minamoto Yamorimitsu, impressionado com a força do garoto o tornou como guarda de sua segurança pessoal. Kintoro acompanhou Minamoto Yorimitsu em suas viagens, Em Kyoto Kintaro estudou artes marciais e liderou por muitos anos o grupo Shitenou. Após o contato com Minamoto-no Yorimitsu Kintaro passou a se chamar Sakata Kintoki, ou Sakata Kaidomaru. Kintaro é uma figura muito importante no teatro Kabuki e Noh.

    Texto e desenho feito por Felipe Yaemori.

  • Ganesha Tattoo,  Shimada Tattoo,  tattoo,  Wabori Tattoo

    Ganesha Tattoo by Toshio Shimada

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    Ganesha, Ganesa, Ganesh ou Ganapati (em sânscrito: गणेश, ou श्रीगणेश, quando usado para distinguir status de “senhor”) é um dos mais conhecidos e veneradosdeuses do hinduísmo. Ele é o primeiro filho de Shiva e Parvati, e o esposo de Buddhi, também chamada Riddhi e Siddhi. Ele é chamado também de Vinayaka em Kannada,Malayalam e Marathi, Vinayagar e Pillayar em tâmil, e Vinayakudu em Telugu. Ga simboliza Buddhi (intelecto) e Na simboliza Vijnana (sabedoria). Ganesha é considerado o mestre do intelecto e da sabedoria. Ele é representado como uma divindade amarela ou vermelha, com uma grande barriga, quatro braços e a cabeça de elefante com uma única presa, montado em um rato. É, habitualmente, representado sentado, com uma perna levantada e curvada por cima da outra. Em geral, antepõe-se, ao seu nome, o título Hindu de respeito Shri ou Sri.
    Ganesha é o símbolo das soluções lógicas e deve ser interpretado como tal. Seu corpo é humano enquanto que a cabeça é de um elefante; ao mesmo tempo, seu transporte (vahana) é um rato. Desta forma, Ganesha representa uma solução lógica para os problemas: é o “Destruidor de Obstáculos”. Sua consorte é Buddhi (um sinônimo de “mente”) e ele é adorado junto de Lakshmi (a deusa da abundância) pelos mercadores e homens de negócio. O culto de Ganesha é amplamente difundido, mesmo fora daÍndia. Seus devotos são chamados Ganapatyas

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  • Shimada Tattoo,  tattoo,  Tatuagem Asiática,  Tatuagem Japonesa,  Wabori Tattoo

    TOKYO TATTOO By MARTHA COOPER

    TOKYO TATTOO By MARTHA COOPER

    In 1970, as a young photographer, Martha Cooper moved from the USA to Tokyo and became fascinated with Irezumi, the art of Japanese tattooing. This great shot from Martha’s Tokyo Tattoo 1970 book represents one of the many gems captured during her stay abroad. Featured are a young couple being tattooed by Japanese tattoo master Bunzo Yamada aka Horibun I in the town of Okachimachi.
    The work of a traditional Japanese tattoo master in 1970 In 1970, photographer Martha Cooper came to Tokyo and immediately focused on documenting traditional Japanese tattooist Horibun I. Tokyo Tattoo 1970 is a book about the traditional art of tattooing and a portrait of a master artist. Japanese tattoo was a secret art form in the early 1970s. The masters of the traditional techniques were working in small studios, and tattooing was something for a distinguished few. No one could foresee the incredible rise of the art of tattoo internationally in the past 20 years. Horibun I worked with traditional Japanese methods, tattoos made by hand, with different sized needles bound to sticks which he dipped into coloured inks. His motifs were all derived from traditional Japanese legends. Horibun I was a rare tattooist, as he was open to letting a foreigner come to photograph him and his customers. Tokyo Tattoo 1970 tells the story of a Japanese tattoo master and his work. We see him at work, meet his customers, who show their tattoos, and follow Horibun on a pilgrimage to a holy Shinto shrine. Martha Cooper’s pictures show the process of the tattooist’s work as well as finished motifs from an era long gone. Tokyo Tattoo was Martha Cooper’s first study of a subculture, which launched her on a ten-year-long immersion into the graffiti and street art of New York City.